quarta-feira, 4 de maio de 2011

Série Cão Policial - Adestradores e cães: amizade para a vida

O SPTV 1ª edição exibiu, de 08 a 12 de dezembro de 2010, uma série especial sobre os cães que fazem parte do canil da Polícia Militar de São Paulo, que completou 60 anos em 2010. O treinamento feito com os cães capacita os animais para encontrar drogas, policiar as ruas e achar vítimas de desabamentos, entre outras ações. Cada raça é usada para um tipo de ação diferente, dependendo do temperamento do animal.


Parte 1 - Série Cão Policial visita canil da PM


Parte 2 - Canil da PM tem até berçário


Parte 3 - Cães são treinados para localizar drogas e explosivos


Parte 4 - O trabalho no canil do Corpo de Bombeiros


Parte 5 - Adestradores e cães policiais têm amizade para a vida toda

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cães farejadores são aliados da Polícia no combate ao crime



Na Grande Reportagem desta semana, veja como trabalham esses agentes de quatro patas especializados em farejar o crime. Acompanhe o treinamento dos animais.

domingo, 1 de maio de 2011

O Ovelheiro Gaúcho

            Não os conheci antes dos meus quinze  anos; embora na cidade, em Pelotas,  sempre que se avistava um cachorro peludo, meio parecido com Collie, meus pais me diziam que lá ia um cruza com ovelheiro. Os cachorros da minha infância sempre foram de outras raças (Fox terrier, Dachund, Pincher miniatura) ou vira-latas e sempre ouvi as advertências “em cachorro não se mexe quando tá comendo” ou “não pega esse osso que o cachorro vai te morder” e não se mexia e não se pegava mesmo, nem as crianças nem os adultos.


            Com quinze anos fui passar um tempo na fazenda do sogro do meu irmão, no município de Arroio Grande,  aprendi a encilhar, a montar  a cavalo e conheci os tais “ovelheiros”. Todos os moradores da localidade tinham pelo menos um, geralmente dois, quase sempre machos, mais raramente um casal, somente um tinha várias fêmeas.


            Pois é, os tais ovelheiros eram pau para toda obra, juntavam gado e faziam apartes, ajudavam a tropear o gado e recolhiam as ovelhas, ajudavam a trazer os cavalos do piquete para a mangueira, davam sinal quando alguém ia chegando nas casas e ainda brincavam com as crianças. No mais estavam sempre quietos, deitados junto da porta da casa ou “cuidando” como se dizia, no caso de alguém ter deixado alguma cancela aberta e o gado ou os cavalos chegarem muito perto da casa, ai os cachorros davam um corridão sem pena, o que era bom, pois o gado sempre estragava algum enxerto ou árvore de fruta. 


            Daquela época para cá tenho conhecido muitos ovelheiros (já se vão 26 anos) e uma das coisas que aprendi (com a minha esposa), é que em ovelheiro se mexe quando está comendo e que se pode tirar o osso, inclusive de dentro da boca, pois jamais mordem ou avançam para o dono. São cachorros como outros não conheço, ativos no serviço e quietos, mas alertas, no descanso, extremamente mansos com o dono e sua família, companheiros inseparáveis. São ótimos para dar alarme quando chega um estranho, sendo que quando em grupo (de pelo  menos três) não deixam o estranho chegar à casa, cercando-o e latindo  muito, sem morder,só parando quando o dono aparece e manda ficarem quietos, ai param e ficam cuidando. São os cães ideais, bons para serviço, companhia e alarme, pena que estão desaparecendo do Rio Grande do Sul.


            No final do século XIX e início do XX as estâncias começaram a se modernizar, os campos foram fechados com cercas de arame, e alguns estancieiros mais ricos e estudados (Assis Brasil foi o mais conhecido, tendo inclusive construído um castelo no estilo europeu em sua propriedade em Pedras Altas) começaram a importar gado, ovelhas e cavalos de raça, com o objetivo de melhorar a produção pecuária de suas propriedades. A substituição pelas raças européias e no caso do gado, indianas também, foi tal que as raças ditas “crioulas” (selecionadas naturalmente durante séculos no Rio Grande do Sul e nos países do Prata) foram quase que extintas. O primeiro a se recuperar foi o cavalo Crioulo, tendo a sua excelência reconhecida já em 1932 com a criação da ABCCC. A ovelha  Crioula foi resgatada na década de 90 num esforço da EMBRAPA Pecuária Sul e alguns criadores que acreditavam na excelência da raça. O gado Franqueiro foi praticamente extinto no Rio Grande do Sul e alguns poucos criadores do estado e de Santa Catarina lutam para evitar a sua extinção definitiva como raça.


            Juntamente com as ovelhas e o gado europeu, foram introduzidas raças de cães destinadas a pastoreá-los. As mais conhecidas foram Collie, Smooth Collie (pêlo curto), Border Collie e Pastor Alemão. Desde 1820  são conhecidos os relatos de August de Saint-Hilaire (em Viagem ao Rio Grande do Sul) sobre a utilização de cães ovelheiros, em uma propriedade em Rio Grande, exclusivamente para guarda de rebanhos a campo. Posteriormente Hemetério José Velloso da Silveira, em seu livro As Missões Orientais e seus Antigos Domínios, narra que por volta de 1860, alguns criadores de cima da serra ainda se utilizavam de cães ovelheiros para guarda de rebanhos. Os capatazes e peões sempre tiveram seus guaipecas (cães sem raças e de pelo liso) para ajudar na lida com o gado (rodeio e apartes) e guarda da casa e terreiro.


            Da cruza dos cães pastores europeus com os remanescentes dos antigos cães ovelheiros e com os guaipecas dos peões e capatazes, após décadas de seleção nas mais rudes lides campeiras, intempéries, exigências comportamentais e na falta de trato veterinário (por via de regra, é um cão que não recebe vacina, não conhece vermífugo e eventualmente é atirado dentro do banheiro do gado com um laço no pescoço para matar pulgas e carrapatos) surgiu o atual ovelheiro gaúcho.


            O Ovelheiro Gaúcho nunca foi o cão do patrão, do dono da estância, para este, cachorro bom sempre foi o importado com pedigree europeu. O ovelheiro sempre foi o cão do peão e do capataz. Por isso, ainda hoje em dia, muito pecuarista ainda acha que tem Collie ou Border Collie em sua estância ou que não tem nenhuma raça de cachorro na propriedade, embora haja vários Ovelheiros Gaúchos.


            A raça foi reconhecida no Brasil pela  Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), após técnicos desta terem percorrido, em 1997, 12.000 Km  pelo interior do Rio Grande do Sul, examinando exemplares. A raça não é reconhecida internacionalmente por falta de criadores  no exterior e pelo pequeno número de criadores oficializados no Brasil. 


            Embora a raça tenha sido reconhecida recentemente, o Ovelheiro Gaúcho já se encontra ameaçado. As principais causas são as seguintes: 


            - O hábito de presentear com um casal de filhotes, assim a pessoa que quer um macho acaba levando uma fêmea, isto acaba induzindo a acasalamentos consangüíneos, o que contribui para a degeneração física e comportamental da raça; 


            - O hábito de não acasalar as fêmeas, pois o animal com cria acaba ficando em torno de dois meses sem trabalhar, e isso nenhum campeiro quer, ainda mais se o cachorro for bom. Isto diminui muito a população de cães; 


            - A falta de cuidado durante o cio, o que faz com que muitas vezes cães que não sejam da raça ou que não são bons de serviço, produzam ninhadas que não sejam aproveitáveis. 


            - As dificuldades econômicas no meio rural fazem com que os peões acabem por diminuir o numero de cães para serviço,  pois tem dificuldade para alimentar mais animais, o que leva à utilização de  machos apenas e a não acasalar as fêmeas. O que envelhece o plantel e diminui a população na região. 


            Estes problemas têm ocasionado com que em alguns locais já não existam mais Ovelheiros Gaúchos, indo os pecuaristas buscá-los longe ou ficando muito tempo sem um bom exemplar.


            A fim de investir no resgate da raça,  o canil Reculuta, de propriedade da Engenheira Agrônoma Élen Nunes Garcia,  tem realizado uma seleção rigorosa, e a campo, do seu plantel, buscando exemplares em diferentes localidades do Rio Grande do Sul, fomentando a adesão de novos criadores e difundindo a  raça através da divulgação e venda de filhotes a preços acessíveis. Afinal, o Ovelheiro Gaúcho é uma das raças mais completas, pois serve para serviço, companhia e alarme, é gaúcha, brasileira e adaptada às nossas condições de trabalho e ambiente. 

Morro Redondo, 01 de março de 2011. 


Eduardo José Ely e Silva 
Engº. Agrônomo, Dr. em Biologia Animal 
Criador de Ovelheiro Gaúcho 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Caso Burne – Faça sua doação!

Todos têm acompanhado o caso do Burne, o filhote de Pit Bull que foi encontrado abandonado em um lixão em Jaguariúna. O cãozinho estava todo queimado com óleo quente e foi resgatado por uma pessoa e levado até a Vet Clinic, onde agora está sob os cuidados de toda equipe de Med. Veterinários da clínica. Como já havia dito, o Burne precisará fazer uma cirurgia para reparar os danos que as queimaduras ocasionaram. Ele está precisando de doações nesse momento, então vou divulgar aqui como vocês podem fazer para doar.
Vocês podem entrar em contato com a ONG Xodó de Bicho, que está responsável por receber todo tipo de ajuda para o tratamento do Burne. Outra forma de ajudar é entrar em contato com o pessoal da Vet Clinic pelo email vetclinicjaguariuna@gmail.com ou no site www.vetclinic.com.br. Quem tem Facebook pode participar da página do Burne, que está fazendo o maior sucesso!


Fonte: www.lardaveterinaria.com.br

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cursos de Pastoreio

Por José d'Oliveira Couto Neto

O pastoreio ainda é uma novidade em nosso país, apesar de muito antigo e largamente utilizado em outros países e por povos desde a antiguidade, não temos em nossa cultura o uso de cães no trabalho no meio rural, com rebanhos, o trabalho com raças especializadas de pastoreio e realmente proporcionando uma ajuda ao homem do campo. 


É muito comum uma confusão sobre o que é trabalho de um cão, o que é pastoreio. 


Muitos acham que apenas com a presença do cão no local de trabalho, eventualmente dando um latido ou uma mordida, ou ainda correndo descontroladamente até o rebanho de qualquer forma, ele está ajudando, quando na verdade o potencial de trabalho de raças especializadas e indivíduos bem treinados, vai infinitamente, além disso. 


Um trabalho descontrolado de nada adianta, pode mais facilmente atrapalhar e prejudicar o desempenho do rebanho, seja qual for sua finalidade produtiva, sendo que financeiramente é o que mais importa, do que ajudar.  


Por isso se faz necessário a formação de mão de obra para trabalhar e treinar esta ferramenta tão funcional e de baixo custo que são os cães de pastoreio. 


A utilização destes cães vem aumentando muito, devido ao seu real benefício na propriedade, maximizando a mão de obra, acalmando o rebanho, diminuindo custos de produção, stress e lesões no rebanho e ajuda a identificação de animais debilitados que necessitam de tratamento.  


O cão tem baixo custo, trabalha todos os dias e a qualquer hora, apenas em troca de cuidados essenciais, alimentação e um abrigo. Porém a formação ou capacitação de pessoas para este trabalho, seja para o uso dos cães, como para treinadores dos mesmos, é indispensável, é um novo conceito na postura do homem perante o rebanho.


Muitos funcionários de propriedades rurais tem se tornado treinadores de cães de pastoreio profissionais, prestadores de serviço, melhorando assim sua renda familiar, assim como outras pessoas envolvidas com o meio rural ou admiradores e treinadores de cães para outras funções, também podem começar a atuar neste segmento. E há muito espaço nesse mercado que não para de crescer e tem um campo enorme em nosso país, tão extenso e ainda iniciando implantação dos cães no dia a dia das propriedades.



Por José d'Oliveira Couto Neto
Email  j.couto.neto@hotmail.com

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Qual a melhor raça para se treinar um Cão de Resgate?

Sempre quando sou abordado por pessoas que estejam interessadas em saber um pouco mais sobre o trabalho dos cães de resgate, esta é com certeza a primeira pergunta a ser feita:
- Qual a melhor raça para se treinar um cão de resgate?
Bom, o que estarei escrevendo neste artigo trata-se de uma opinião minha, após conversar e discutir este assunto com várias pessoas da área.
Antes de pensar na raça, eu sempre analiso alguns pontos:

- Porte do cão
- Pelagem em relação à região a qual vai se trabalhar com o cão
- Índole e temperamento do cão (independente de sua raça)

Vejam que várias raças podem se enquadrar nestes primeiros requisitos, o que geralmente digo para as pessoas é que, o cão deve ser olhado como um indivíduo e não como uma raça, ou seja, nem todo Labrador será um cão guia, nem todo Pastor alemão será um cão de Polícia, nem todo Pit Bull será um assassino.
O que muitas vezes fizemos é rotular os animais assim como nós mesmo nos rotulamos, colocamos sobre uma determinada raça o pesado fardo do “trabalho” que geneticamente ela foi desenvolvida e acabamos nos esquecendo que assim como os seres humanos, os cães, têm a capacidade de aprender uma nova atividade.
Um cão de resgate deve ser capaz de resolver seus “problemas” durante o trabalho de busca, e para isto, não há nenhuma raça canina criada com este propósito específico, pois todas são capazes de desenvolver esta aptidão, cabe ao treinador lapidar isto nos cães e transformá-los em animais que desempenham o trabalho de maneira eficaz.

Andrey Rondam Cardoso
Vice-Presidente AVBREC

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